28
Feb
Publicamos em galego o artigo de Jose Luís Fernández "Ché" no que relata e analisa a súa detençom e a das outras pessoas acussadas coma el do novo delito criado polo Estado espanhol: "Solidariedade"
Fonte:presos.org.es
O dia 23 de janeiro ás 7:30 da manhá, violarom a minha vivenda máis de 30 Guardias Civiles, a súa entrada foi reventando a porta da casa e botando-se enrriba minha, e com pistolas na mao, espósam-me pola espalda, numha situaçom realmente perigosa dada a minha condiçom física. Ao cabo duns momentos de tenssom digo-lhes que se vam ter assím a umha pessoa com paraplejia grave e que nom pode fazer nada contra eles; ante o meu requerimento chamam ao seu chefe, o qual lhes ordena que me ponham as esposas diante, pero devido aos meus problemas físicos da minusvalia ao tempo volvem chamar ao chefe e mas quitam para nom volve-las a ponher durante a detençom.
É evidente que á luz dos feitos, eles actuarom cum protocolo de terror que aplicam a todo aquel que detenhem, que ante a situaçom criada pola cadeira de rodas, vem-se-lhes abaixo. Ante a presença da titular do julgado de guardia de Vigo junto á avogada de guard, procedem ao registo da casa. Comezam pola biblioteca, onde atopam mais de 8.000 livros das presas e presos políticos do PCE(r) e do GRAPO acumulados por umha multidom de donaçons nos últimos 30 anos.
Comezarom a chegar caixas de cartom da Guardia Civil que enchiam de livros (teremos que faze-lo reconto polos arquivos, ainda que nos vai resultar difícil por nom dizer impossível, pois também levarom o ordenador onde estaba a listagem dos livros), calculamos umhas 350-400 caixas, fundamentalmente de política, ainda que tambem de literatura e história. Todo o acervo cultural, artístico e trabalhos de todo tipo feitos polas presas e presos políticos em 30 anos levaro-nos. Igualmente coa propaganda de todo movimento de resistência dos últimos 40 anos...
Pode-se dizer que foi umha autêntica rapinha, coma umha gadanha, que numhas horas corta um tempo de 30 anos.
Durante o registo, perguntei-lhe várias vezes ao chefe polo estado de Montse, a minha companheira, comunicando-me que nom estaba detida, o qual aliviou-me já que percevim que só vinham por mím. Depois de várias horas de registo e de tantos livros-algum dos agentes suava- subimos á parte de arriba, comuniquei-lhe ao chefe de operativo que alí havia máis livros e contestou "más libros no, por favor". Levarom-se um de cada, pois já nom tinham máis caixas.
A preocupaçom do chefe era que nom me vira toda a gente solidária saír detido, assím que meterom o carro no garaxe e levar-me sem ser visto coa cadeira de rodas. Durante a viaxe a Madrid puidem-me estirar na parte de atrás e em todo momento estivem encarapuzado.
Já no cuartel, baixarom-me aos calabouços onde o panorama era esperpéntico, pois a cadeira nom lhes entraba pola porta e me tiverom que colher entre vários para meter-me na cela. As condiçons som pésimas para umha pessoa normal físicamente, imaginade para umha pessoa minusválida coa minha gravidade. Em todo momento tivem que estar na colchoneta e com mantas polo frio e a humidade, sem poder-me lavar e coas condiçons mínimas de higiene.
No calabouço começo a asubiar cançons da terra e revolucionárias onde me entero que estam outros companheiros detidos que som: Feran e Erlantaz de Euskal Herria, Juanma, avogado dos presos durante máis de 30 anos e Carlos Cela de A Corunha.
Na declaraçom coa Guardia Civil as perguntas-acussaçons eram todas genéricas, é dizer ningumha com acussaçom concreta salvo a de pertença a banda armada. Todo é terrorismo. Polas perguntas decatamo-nos que o único que querem é silenciar-nos, que nom haja a mais mínima oposiçom, nom querem ouvir falar de nengum tipo de resistência.
Em relaçom á minha detençom que é igual á dos demáis dixerom-me que foi porque tinha "moitas ás falando" e era moi "canheiro". Também dixerom "no te esperabas que te detuvieramos?". Eu respostei-lhes que depois de 25 anos fazendo o que fazia que tinham que estar preocupados "pois se somos quatro como vos dizides e já nom somos nada, por que vindes por mím e polos demáis?". Quando passei todas as fases máis negras de todos os governos, desde os Rosón, Martín Villa, os G.A.L., os peperos, etc...e agora co "zapatitos" me detedes?Moi bem, pois nom devedes andar moi seguros da vossa "democracia".
Na audiência "nacional" comparecimos ante Grande-Marlaska, as perguntas do juiz? exactamente as da Guardia Civil, nom variou nem umha coma. Umha delas que nom contestei á G.C. foi sobre o "aparato legal". Eu dixem-lhe que nom existia para mím, pois ao contrário, por solidarizar-me cos presos e presas metem-me pertença a banda arma...é a óstia!!!por solidarizar-me, sinxelamente, condeariam-me de 6 a 14 anos de cárcere...De aí que a todos nos metam genéricamente pertença a banda armada e acabou-se!
Nos calabouços da A.N. coincidimos cum grupo de companheiros de Euskal Herria na loita e alí sentimos o que é o calor solidário dando vivas á loita, ánimos e cantando. Todos os meus companheiros entrarom em prissom, a mím impujose-me umha fianza de 12.000€, asinar todos os lúns e nom saír do Estado. Salvo-me do cárcere pola minha condiçom física.
De volta a minha terra sinto toda a solidariedade dos meus paisanos. O dia seguinte da minha detençom manifestam-se 500 pessoas em Vigo. No recevimento, á minha chegada ao bairro de Sárdoma, agardam-me 200 pessoas berrando pola amnistía total e contra a repressom. Alí estabam os meus amigos, vizinhos e trabalhadores que me encherom de apertas e saúdos.
Se procuravam silenciar-nos equivocarom-se pois erguerom umha maré de solidariedade. Esta situaçom nom se lembraba em anos. Esse é o grande problema que tenhem, que é um problema de ideias de resistir e nom claudicar ante a súa constituiçom explotadora e opressora de povos e da clase obreira . A qüestom está em que nom claudicamos em resistir e nom tragar a súa podrida "democracia". Por isso nos tenhem que criminalizar e todo, absolutamente todo o que nom comulgue com eles é "terrorismo".
Depois da minha detençom e a dos meus companheiros, fai umhas semanas, seguem as mostras de solidariedade. Aquí em Vigo saírom vários artigos na prensa sobre a biblioteca das presas e presos políticos dos PCE(r) e dos GRAPO, que siguem estando a orde do dia. Como nos tempos do verdugo, Franco, seguem criminalizando as ideias e nom o podem negar nem manipular toda essa voz que está na rúa, essa é umha verdade que nom aplastarám jamáis.
chuzame -